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Empresas que operam SAP há anos sabem que mexer no core ERP é sempre um risco. Cada customização no núcleo do sistema pode gerar dependências técnicas, dificultar atualizações e aumentar o custo de manutenção.
É por isso que o conceito de extensões SAP BTP ganhou força: ele permite que a empresa evolua processos, integre sistemas e automatize operações sem tocar no coração do ERP.
Com o SAP Business Technology Platform, é possível construir soluções que conversam com o SAP, mas vivem fora dele, mantendo o core limpo, ágil e preparado para o futuro.
Para gestores de TI e times SAP, entender como mapear extensões estratégicas, usar o BTP de forma inteligente e manter a governança técnica é essencial.
Não se trata de adotar tecnologia por modismo, mas de ganhar agilidade sem comprometer a estabilidade do ambiente.
Neste artigo, vamos explicar como identificar oportunidades reais de extensão, estruturar a arquitetura com BTP e garantir que o núcleo SAP continue enxuto e sustentável.
A Coperty atua diretamente com empresas que buscam evoluir o SAP de forma estratégica, sem criar novos gargalos operacionais.
Nosso modelo cooperativo permite que consultores seniores trabalhem lado a lado com o time interno, desenhando soluções que fazem sentido para o negócio e que realmente funcionam na prática.
O que são extensões SAP e por que o BTP mudou o jogo
Extensões SAP são funcionalidades ou integrações desenvolvidas fora do core ERP, mas que se conectam a ele para ampliar capacidades, automatizar processos ou integrar sistemas externos.
Antes do BTP, essas extensões eram feitas com ferramentas variadas, muitas vezes gerando silos técnicos, dificuldade de manutenção e falta de governança.
O SAP Business Technology Platform trouxe uma camada unificada para construir, integrar e orquestrar essas extensões.
Com ele, é possível usar ferramentas low-code, APIs padronizadas, automação de processos e analytics, tudo dentro de um ambiente gerenciado pela SAP, com segurança, escalabilidade e integração nativa com o ERP.
A grande vantagem é que o core SAP permanece limpo. Em vez de customizar tabelas, criar Z-programs complexos ou modificar objetos padrão, a empresa constrói a solução “ao lado” do ERP, conectada por APIs ou eventos.
Isso facilita atualizações, reduz riscos e mantém a flexibilidade para evoluir sem depender de refatorações pesadas.
Como mapear extensões estratégicas no seu ambiente SAP
Nem toda necessidade de negócio precisa virar uma extensão. O primeiro passo é mapear onde o SAP padrão não atende, onde há processos manuais que poderiam ser automatizados e onde integrações com sistemas externos estão travando a operação.
Esse mapeamento precisa ser técnico, mas também orientado a valor: qual problema real será resolvido? Qual ganho operacional ou financeiro a extensão vai gerar?
Alguns cenários comuns para extensões SAP BTP incluem:
- Portais de autoatendimento para clientes ou fornecedores, conectados ao SAP via API.
- Automação de aprovações e workflows que envolvem sistemas fora do SAP.
- Dashboards e relatórios analíticos que consolidam dados do ERP com outras fontes.
- Integrações com e-commerces, CRMs, sistemas fiscais ou plataformas de logística.
- Aplicações mobile para força de vendas, manutenção ou gestão de estoque.
O mapeamento deve envolver o time de negócio, TI e consultores SAP experientes. A Coperty trabalha com essa visão integrada, ajudando empresas a identificar extensões que realmente fazem diferença, sem criar complexidade desnecessária.
Afinal, customizações em SAP podem virar armadilhas operacionais quando não há critério claro para decidir o que desenvolver.
Arquitetura de extensões com BTP: integração, automação e governança
Uma vez mapeadas as oportunidades, o próximo passo é estruturar a arquitetura. O BTP oferece diversos serviços que podem ser combinados conforme a necessidade:
- SAP Integration Suite permite conectar o SAP a sistemas externos, orquestrar fluxos de dados e gerenciar APIs de forma centralizada. É a base para integrações robustas, escaláveis e monitoráveis.
- SAP Build (antigo AppGyver) é a plataforma low-code para criar aplicações web e mobile rapidamente, conectadas ao SAP via OData ou APIs REST. Ideal para portais, dashboards e apps de campo.
- SAP Workflow Management automatiza processos que envolvem aprovações, notificações e orquestrações entre sistemas. Substitui workflows manuais ou planilhas, trazendo rastreabilidade e controle.
- SAP Analytics Cloud consome dados do SAP e de outras fontes, gerando relatórios, dashboards e insights para tomada de decisão. Funciona como camada analítica sem sobrecarregar o ERP.
A governança é essencial: cada extensão precisa ter dono, documentação, versionamento e plano de manutenção.
Sem isso, o BTP pode virar um novo silo técnico, com aplicações órfãs e integrações que ninguém sabe como funcionam.
Por isso, evitar gargalos em projetos SAP passa por definir escopos claros, responsabilidades e critérios de entrega desde o início.
Manter o core limpo: o que isso significa na prática
Manter o core SAP limpo não é apenas uma boa prática técnica: é uma estratégia de longo prazo.
Quanto mais enxuto e próximo do padrão SAP o núcleo do ERP estiver, mais fácil será aplicar atualizações, migrar para S/4HANA ou adotar novas funcionalidades da SAP.
Na prática, isso significa:
- Evitar modificações em objetos padrão SAP (tabelas, programas, transações).
- Reduzir ao máximo o uso de Z-programs e customizações pesadas no core.
- Preferir extensões via BTP, APIs e eventos em vez de alterações diretas no ERP.
- Documentar e revisar periodicamente as customizações existentes, avaliando se podem ser substituídas por soluções padrão ou extensões.
Empresas que mantêm o core limpo têm mais agilidade para evoluir. Quando chega a hora de migrar o SAP ECC para a nuvem, por exemplo, o processo é menos arriscado e mais previsível.
O mesmo vale para atualizações de versão, aplicação de SAP Notes ou adoção de novas funcionalidades: quanto menos “peso” no core, mais simples é a jornada.
A Coperty atua com times que precisam equilibrar inovação e estabilidade. Nosso modelo cooperativo garante que consultores seniores trabalhem diretamente com o cliente, sem camadas gerenciais que distanciam quem promete de quem entrega.
É uma relação ganha-ganha, em que todos os lados entendem o que está sendo feito e por quê.
Quando extensões SAP BTP fazem sentido — e quando não fazem
Nem toda necessidade justifica uma extensão. Antes de partir para o BTP, vale avaliar se o SAP padrão já resolve o problema, se uma configuração simples atende ou se a demanda é pontual demais para justificar o investimento em desenvolvimento e manutenção.
Extensões fazem sentido quando:
- O processo é recorrente, estratégico e envolve múltiplos sistemas.
- A solução padrão SAP não atende e customizar o core traria riscos.
- Há ganho claro de agilidade, redução de custo ou melhoria de experiência do usuário.
- A empresa tem maturidade para governar e manter a extensão ao longo do tempo.
Extensões não fazem sentido quando:
- O problema pode ser resolvido com configuração padrão ou melhores práticas SAP.
- A demanda é pontual, sem recorrência ou impacto estratégico.
- A empresa não tem estrutura para manter a solução após o go-live.
- O custo de desenvolvimento e manutenção supera o benefício gerado.
Essa avaliação precisa ser técnica e honesta. A Coperty trabalha com transparência radical: se a extensão não faz sentido, dizemos.
Se há um caminho mais simples, mostramos. Porque SAP desatualizado gera riscos, mas excesso de customização também. O equilíbrio está em escolher o que realmente agrega valor.
Extensões SAP com BTP, portanto, são uma ferramenta poderosa para empresas que querem evoluir sem comprometer o core ERP.
Quando bem mapeadas, arquitetadas e governadas, elas trazem agilidade, integração e automação — mantendo o núcleo SAP limpo, atualizado e preparado para o futuro.
A Coperty está ao lado de empresas que buscam fazer o SAP funcionar de forma inteligente, sem promessas vazias ou soluções que viram problemas depois.
Se você quer entender como extensões SAP BTP podem destravar processos na sua operação, vale explorar mais sobre a transição do SAP GRC para SAP DRC ou compartilhar este artigo com o time de TI da sua empresa.
Cooperar é a nossa melhor tecnologia!


