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Se a sua empresa opera um ecossistema SAP, você certamente conhece o SAP Process Integration (PI) e o SAP Process Orchestration (PO). Por quase duas décadas, essas ferramentas foram o padrão para conectar o ERP a sistemas satélites, governos, parceiros de negócio e plataformas externas.
Mas esse cenário mudou. Em 2026, muitas organizações estão acelerando a saída do PI/PO e olhando para o SAP CPI (hoje parte do SAP Integration Suite) como o caminho natural para modernizar integrações em nuvem.
A mudança não acontece apenas por causa do ciclo de vida das ferramentas legadas. Ela reflete uma necessidade maior: preparar a arquitetura SAP para cloud, Clean Core, APIs, eventos, automações e novos recursos de inteligência artificial.
Neste artigo, vamos explicar por que o SAP Integration Suite ganhou protagonismo, qual é o papel do SAP CPI nessa transição e por que empresas que ainda dependem de PI/PO precisam começar esse movimento com planejamento.
O fim de uma era: o declínio do PI/PO
O SAP PI/PO foi projetado para um mundo de integrações síncronas, pesadas e, majoritariamente, locais. Em um ambiente onde o ERP era o centro absoluto e as mudanças aconteciam em ciclos de meses, ele cumpria seu papel.
O problema é que o mercado atual exige ciclos de dias ou horas.
Operar integrações on-premises em 2026 traz desafios crescentes:
- Dívida técnica: Manter servidores físicos ou máquinas virtuais apenas para o middleware gera custos de infraestrutura e manutenção que não se traduzem em valor para o negócio.
- Dificuldade de escalabilidade: O PI/PO não foi feito para lidar com o volume massivo de requisições de APIs modernas e dispositivos móveis de forma elástica.
- Obsolescência tecnológica: As novas capacidades da SAP, especialmente em IA e automação, são desenvolvidas primeiramente (e as vezes exclusivamente) para a nuvem.
Nesse contexto, a pergunta deixou de ser “se” uma empresa vai migrar, e passou a ser “como” ela fará isso mantendo a operação segura e escalável.
O que é o SAP Integration Suite e por que ele é diferente?
O SAP Integration Suite é a evolução natural e cloud-native do middleware da SAP, rodando dentro do SAP BTP (Business Technology Platform). Diferente do seu antecessor, ele não é apenas uma ferramenta de mapeamento de mensagens. É uma plataforma completa de integração (iPaaS).
Ele foi construído sobre quatro pilares que o tornam indispensável:
- Cloud Integration: Para cenários de integração de processos de ponta a ponta.
- API Management: Para expor, gerir e proteger APIs de forma profissional.
- Open Connectors: Com mais de 170 conectores pré-configurados para sistemas não-SAP (Salesforce, ServiceNow, etc.).
- Integration Assessment: Uma ferramenta que ajuda a definir a melhor estratégia de integração para cada cenário, evitando o “achismo” técnico.
Para quem busca modernizar a integração SAP sem virar refém de interfaces frágeis, o Suite oferece a estabilidade necessária para que a TI pare de apagar incêndios em interfaces que “caem” sem explicação.
Onde entra o SAP CPI nessa história?
Quando o mercado fala em migrar de PI/PO para a nuvem, muitas vezes o termo mais usado é SAP CPI. E isso faz sentido: o CPI, ou Cloud Platform Integration, é o componente do SAP Integration Suite responsável por criar, monitorar e operar fluxos de integração em ambiente cloud.
Na prática, ele é uma das peças mais importantes da transição. É no SAP CPI que muitas interfaces antes construídas no PI/PO passam a ser redesenhadas para um modelo mais moderno, escalável e aderente às estratégias atuais da SAP.
A diferença é que essa migração não deve ser tratada como uma simples cópia técnica de interfaces antigas. Levar um cenário do PI/PO para o CPI sem revisar arquitetura, dependências, regras de negócio e padrões de integração é apenas trocar o endereço do problema.
O verdadeiro ganho está em aproveitar a mudança para simplificar fluxos, eliminar integrações desnecessárias, adotar APIs, preparar eventos e reduzir a quantidade de lógica customizada presa ao ERP.
É por isso que o SAP CPI precisa ser visto como parte de uma estratégia maior de modernização, e não apenas como o “novo PI/PO”.
Esse tema, aliás, também foi discutido em um dos webinars da Coperty. Assista à gravação completa:
SAP Integration Suite como viabilizador do Clean Core
Um dos conceitos mais importantes para qualquer gestor de SAP hoje é o Clean Core: o guia para reduzir dívida técnica e destravar upgrades. O PI/PO frequentemente incentivava a criação de lógicas complexas e customizações dentro das interfaces, o que acabava “sujando” a arquitetura e dificultando atualizações do ERP.
Ao migrar para o SAP Integration Suite, a empresa tem a oportunidade de aplicar o “side-by-side extensibility”. Ou seja, em vez de criar código customizado dentro do S/4HANA ou do ECC, você utiliza o Integration Suite e o BTP para estender as funcionalidades do ERP.
Isso permite que a empresa ative extensões SAP com BTP de forma limpa, garantindo que o núcleo do sistema permaneça intacto e pronto para receber os próximos upgrades da SAP sem retrabalho.
Inteligência de dados em tempo real
Outro motivador fortíssimo para a saída do PI/PO é a necessidade de dados fluidos. O middleware antigo costuma trabalhar com processamento em lote (batch), o que é inaceitável para estratégias modernas de análise.
Se a sua empresa está projetando o SAP Business Data Cloud para unificar dados e ativar inteligência em tempo real, o motor de integração precisa ser capaz de enviar e receber eventos instantaneamente.
O SAP Integration Suite trabalha nativamente com arquiteturas baseadas em eventos, permitindo que cada transação no ERP seja refletida imediatamente no seu ambiente analítico ou em sistemas de terceiros.
Como acelerar a transição sem riscos?
Muitos gestores adiam a saída do PI/PO por medo do tamanho do projeto. Afinal, existem centenas, às vezes milhares de interfaces rodando em ambientes críticos, conectando o SAP a sistemas fiscais, plataformas de e-commerce, bancos, parceiros logísticos, CRMs, soluções de analytics e aplicações legadas.
A boa notícia é que o caminho para o SAP CPI, dentro do SAP Integration Suite, pode ser planejado de forma gradual e segura.
O primeiro passo não deve ser recriar tudo na nuvem, mas mapear o landscape atual para entender quais interfaces continuam fazendo sentido, quais podem ser simplificadas e quais deveriam ser redesenhadas.
Existem ferramentas de avaliação que analisam o ambiente PI/PO e ajudam a identificar quais integrações têm maior aderência a uma migração mais direta para o CPI e quais exigem uma revisão arquitetural mais profunda.
O ponto central é: migrar de PI/PO para SAP CPI não pode ser tratado como um simples “copy-paste” técnico. O ganho real está em aproveitar a transição para reduzir complexidade, eliminar interfaces obsoletas, adotar APIs, preparar cenários baseados em eventos e alinhar a integração à estratégia de Clean Core.
Ou seja, o SAP CPI não deve ser visto como um substituto operacional do PI/PO, mas como a porta de entrada para uma arquitetura de integração mais moderna, escalável e preparada para o SAP BTP.
Além disso, para empresas que possuem contratos de créditos SAP, esse é o momento ideal de aproveitar o investimento. Entender como sair do crédito parado e alcançar resultados reais no SAP BTP é o primeiro passo para financiar a modernização sem precisar de novos orçamentos pesados de licenciamento.
A Integração como vantagem competitiva
A saída do PI/PO não deve ser vista como um fardo burocrático imposto pelo fim do suporte. Ela é a libertação de uma arquitetura rígida para uma plataforma que permite inovação constante.
Com o SAP CPI e o SAP Integration Suite, as empresas ganham uma base mais moderna para integrar sistemas, expor APIs, trabalhar com eventos, reduzir dívida técnica e sustentar uma estratégia de Clean Core.
Seja para conectar sua cadeia de suprimentos em tempo real, ativar agentes de IA ou simplesmente garantir que seu ERP esteja pronto para o futuro, a modernização das integrações é o ponto de partida.
Sua empresa ainda depende do PI/PO? O tempo de agir é agora. Na Coperty, ajudamos grandes empresas a mapear, simplificar e migrar suas integrações.
O futuro do seu SAP exige uma conexão melhor. Vamos conversar sobre como transformar sua arquitetura de integração.


